Atraso e declaração marcam chegada de Trump ao G7
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou alvoroço ao chegar com cerca de uma hora de atraso à sessão matinal do G7, realizada na cidade de Évian-les-Bains, na França. A cadeira reservada para o líder americano estava ocupada por seu Secretário do Tesouro, Scott Bessent, com uma placa identificando Trump, quando o presidente francês, Emmanuel Macron, deu início aos trabalhos.
Ao adentrar a sala, Trump fez uma brincadeira ao se posicionar na ponta da mesa onde os demais líderes mundiais estavam sentados, declarando: “Eu sou o chefe”. A fala foi recebida com risos pelas autoridades presentes, antes que ele ocupasse seu lugar ao lado de Macron.
Cúpula do G7: Foco em acordo com o Irã e preocupações globais
A reunião, que ocorre no terceiro dia da Cúpula do G7, acontece em um momento crucial, com detalhes de um acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã prestes a serem formalmente apresentados, com a previsão de divulgação oficial para sexta-feira (19) na Suíça. A cúpula oferece a Trump uma plataforma para discutir o acordo com aliados de peso, incluindo Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão.
Aliados compartilham apreensões sobre o Irã
Embora a maioria dos países do G7 compartilhe as preocupações em relação ao programa nuclear do Irã e outras questões regionais, eles não endossaram a decisão dos Estados Unidos de iniciar um conflito. Há um receio entre os líderes de que o Irã tenha se fortalecido ao resistir ao ataque e reafirmar seu controle sobre o Estreito de Ormuz.
Trump busca apoio de aliados para acordo com Teerã
A presença de Trump na Cúpula do G7 representa uma oportunidade para que ele apresente o acordo com o Irã a seus principais aliados. A dinâmica da reunião, marcada pela chegada tardia e pela declaração do presidente americano, adiciona um elemento de imprevisibilidade às discussões sobre segurança internacional e a política externa dos EUA em relação ao Oriente Médio.